Look: Combo Da Auto Estima

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Oi gentes, tudo bem?
Acho que já deu para perceber pelas redes sociais que nos últimos tempos eu estou muito feliz e o principal motivo disso é que finalmente consegui realizar um sonho de longuíssima data: comprar uma câmera - estou usando uma Canon T6i.
Também estou muito feliz porque há muito tempo minha auto estima não é abalada por nenhum comentário maldoso ou alguma neura minha e gostaria muito de conversar com vocês sobre isso.

Quando eu era mais nova, por volta dos doze ou treze anos, comecei a odiar praticamente tudo no meu corpo e isso só se agravou com o tempo. 
Conforme eu recebia comentários - muitas vezes maldosos - sobre minha magreza, falta disso ou daquilo, raramente conseguia ver algo de positivo e bonito na minha aparência.
Acontece que quando você é nova tudo é muito mais intenso e significativo. Tudo tinha um peso muito grande para mim e acredito que tenha um peso muito maior para as meninas no geral. Eu sofri bullying em um período no colégio, tinha amigas e amigos muito maldosos e só consegui perceber a toxidade deles quando consegui fiz novos amigos.
Constantemente eu era criticada pela minha aparência, pelos meus gostos, meu corpo, jeito de me vestir, cabelo, unhas, etc. E era realmente péssimo me olhar todos os dias no espelho. Eu odiava cada parte que eu via.

Eu sempre fui muito magrinha e era inconcebível para mim - acredito que ainda mais para os outros - o fato de eu não ter peitões, bundona ou pernas torneadas. Ninguém realmente tem noção do que um comentário "bobo" pode fazer com o dia ou com a vida de alguém.
Sei que muitos meninos acessam meu blog e sei que muitas meninas também e gostaria de pedir a todos que pensem duas, três vezes antes de fazer todo e qualquer comentário sobre a aparência de alguém. Gorda, magricela, nariguda, bocuda, perna-fina, perna-grossa, cabelo ruim, orelhuda...
Todo mundo tem espelho em casa. Todos nós sabemos como nós somos aos olhos dos outros e já nos julgamos o suficiente todos os dias com medo de não nos encaixarmos em algum padrão.
Eu quero muito fazer um vídeo me aprofundando no assunto, mas garanto para vocês que demorou anos para eu me sentir bem comigo mesma.
Eu aprendi tanto com vídeos de beleza e revistas de moda que vocês não fazem ideia do quanto "futilidades" podem nos fazer bem de vez em quando. E foi pensando nessas coisas que eu me arrumei para as fotos e me senti muito poderosa, linda e gostosa diante da câmera. E eu não gostaria que nenhuma mulher sentisse o que eu senti pelo meu corpo anos atrás.
Quero que todas as mulheres se olhem no espelho ou olhem para suas fotografias e sorriem como eu estou sorrindo agora porque eu realmente não sou perfeita, nem você e nem ninguém porque o conceito de perfeição não existe para nós. Quero que vocês não se importem se aparecer aquela estria que nasceu quando você era adolescente, ou que está tudo bem se sua barriga não está trincada, ou se suas pernas não são tão malhadas e duras quanto troncos de árvores.
Está tudo bem em sermos nós mesmas, donas dos nossos corpos e sermos felizes e saudáveis neles.
Eu sempre estarei disposta a ajudar qualquer um que queira conversar sobre qualquer assunto - se preferirem é só não se identificarem por e-mail - porque eu sei como a vida pode ser difícil às vezes mas se a gente se ama, tudo fica muito, muito mais fácil.

Sobre as peças do look: T-Shirt mais conhecida como brusinha é da Forever 21 que ganhei de presente de uma amiga. O short é da Le Lis Blanc que adquiri numa feira de troca na minha faculdade. O óculos deuso melhor-peça-que-já-adquiri-na-minha-vida é da Valentino - for real, mas juro que não gastei minha vida nele (na verdade foi bem barato).
A bota de cano alto aveludada - milagre eu usar ainda mais com salto porque sou rainha das botas baixinhas - é da Carmen Steffens - e a regra do óculos também se aplica aqui.
Fotos: Lucas Souza - mais conhecido como o boy.

Espero que tenham gostado e espero vocês no próximo post. Amo muito vocês.

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Sobre

Larissa Honorato
Apaixonada por música, moda, fotografia e comportamentos sociais. Procuro instigar o questionamento e a curiosidade das pessoas para que sempre se descubram e reconstruam.