Resenha | Tranquility Base Hotel + Casino - Arctic Monkeys

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Imagem: Divulgação
Se esse não é o álbum mais esperado dos últimos anos, arrisco dizer que pelo menos está na lista.
Desde o lançamento de AM em 2013 a banda britânica Arctic Monkeys cresceu aos olhos do público com uma sonoridade mais comercial do que o público antigo estava acostumado. AM virou alvo de crítica dos amantes do indie por sua sonoridade mainstream, acrescentando elementos eletrônicos e riffs bem diferentes do começo da carreira.
Tranquility Base Hotel + Casino acompanha uma nova identidade visual da banda - versão indie do Agostinho Carrara -, mas não é só a aparência da banda que mudou. O novo disco apresenta uma sonoridade muito mais tranquila e calma como o próprio nome sugere, deixando de lado os bons riffs de guitarra e as viradas quebradas de bateria, dando lugar a elementos eletrônicos e futurísticos, além de teclados e pianos bastante presentes em todas as músicas.
Se comparado ao histórico da banda, Tranquily Base deixa muito a desejar no que diz respeito a banda como um todo, o disco parece mais um novo projeto solo de Alex - como a própria banda disse em entrevista que poderia ser - ou como canções extras do projeto com Miles Kane, The Last Shadow Puppets.

Foto: Zachary Michael
A produção da primeira metade do disco é um pouco cansativa e parada demais, parecendo eternas versões de Secret Door com elementos eletrônicos.
Talvez a sequência das músicas tenha sido um dos grandes pecados em relação ao novo projeto, já que na segunda metade nos dá a sensação de uma crescente animação e quase sentimos que surgirá backing vocals marcantes ou algum solo, mas fica só na esperança mesmo. Com isso, as influências mais artísticas e conceituais ficam bastante audíveis durante as canções.
Four Out Of Five e Batphone é quase uma fusão entre os dois projetos de Alex - e ambas são boas músicas. Arrisco dizer que a linha vocal de Science Fiction lembra bastante o hit Do I Wanna Know e o instrumental pode lembrar Stop The World, ambas do antecessor.
O disco em geral possui uma boa linha sonora, e não espere nada mais pesado ou garage como Humbug. É o tipo de álbum que você se acostuma com a ideia conforme vai escutando algumas vezes e certamente não é de se jogar fora, só nos deixa ainda mais evidente que a banda de Whatever People Say I Am, That's What I'm Not está mais madura e conceitual.

E você, o que achou de Tranquility Base Hotel + Casino?

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Sobre

Larissa Honorato
Apaixonada por música, moda, fotografia e comportamentos sociais. Procuro instigar o questionamento e a curiosidade das pessoas para que sempre se descubram e reconstruam.