Desassociações

21:09

Às vezes me questiono se não estou sendo repetitiva em relação a alguns assuntos, se já não falei demais sobre isso ou se algum dia sequer publiquei um texto ou vídeo sobre um sentimento específico.
Diante do mundo da internet é fácil deixar de se importar com o gravar pelo prazer e o escrever para desabafar; pela primeira vez desde que decidimos que somos de humanas e números não são importantes estes de fato são mais importantes do que histórias, textos bem escritos ou humanos em si.
Olhar para si é mais doloroso e profundo do que aparenta ser, você descobre coisas que talvez não gostaria de ter descoberto, mas claramente precisava. Não é necessário estar solteiro para olhar para si, talvez torne o processo mais óbvio porque você não tem outra pessoa para prestar atenção, mas sabe constantemente descubro que é fácil estar sozinho - não solitário - estando com alguém, mas que eu procuro evitar meus momentos sozinhas.
Não falo dos meus momentos comendo pretzels enquanto leio livros ou textos no Instagram em algum shopping em São Paulo. Me refiro a ouvir alguma música dos meus tempos de bullying, cantar bem alto no meu quarto com a minha porta fechada. Descobri recentemente que associações são deliciosas e perversas.



Escrever ou tocar violão sempre fizeram parte de mim desde que me dei conta que música e palavras são minha saída para todas as coisas ruins que me ficam presas e engasgadas e que, curiosamente, essas mesmas coisas que me libertaram por vários anos agora me aprisionavam - ainda aprisionam - pelo medo de lembranças, de gestos. De pessoas.
Enquanto escrevo isso eu choro bastante porque eu me culpo por ter imagens ligadas a coisas que eu gosto. Todos nós fazemos isso com a música do ex, da pessoa que partiu ou do diário que você mesmo escreveu e que agora se recusa a ler.
Deixei de escrever por muito tempo por medo de ninguém ler e não ser importante para ninguém e depois de muito tempo simplesmente sentei em frente ao meu computador quase quebrado e vomitei pelos dedos tudo o que tem me angustiado e que talvez não caiba em vídeo.
São duas coisas que eu descobri que eu amo - escrever - é algo que eu faço desde uns dez anos de idade - e gravar - que hoje me vejo bem menos tímida que no começo do canal. Ambas coisas eu comecei a fazer quando era muito nova e fazia porque me fazia bem acima de tudo.
Ajudar aos outros é um lucro que a internet sempre me proporcionou desde os tempos áureos do Tumblr entretanto me ajudar é algo que sempre gostei de fazer.
A parte de amar o corpo foi um longo processo e atualmente me vejo tentando amar minha mente - e nossa, como é difícil.
Eu não sei ao certo qual o rumo desse texto, nem se tem erros ortográficos pois neste aqui me proibi de revisar os erros e mudar frases. O que sair, saiu.
E ah, a foto está sem filtro e não deu tempo de pegar a câmera, então foi pelo celular mesmo. Uma das minhas coisas favoritas sobre acordar cedo é poder tomar banho enquanto a luz do sol está saindo.
Espero ter coragem para ver vocês num próximo post.
Tudo é um processo e eu sei que vai passar, estou aprendendo.
Meu sentimento retrato em música:

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Sobre

Larissa Honorato
Apaixonada por música, moda, fotografia e comportamentos sociais. Procuro instigar o questionamento e a curiosidade das pessoas para que sempre se descubram e reconstruam.