Foo Fighters + Queens Of The Stone Age

12:34


Quando a turnê foi anunciada eu só consegui pensar que eu precisava rever o Foo Fighters depois de um dos melhores shows da minha vida em 2015 e que precisava ver o Queens Of The Stone Age depois da reviravolta que me impediu de assistir a turnê solo em 2014.
Como eu falei nesse vídeo ambas bandas foram as coisas que eu mais ouvi em 2017 e é estranho pensar que meu gosto musical mudou tanto desde que eu realmente passei a ser uma ouvinte de música ativa.
O show do QOTSA começou 5min antes do previsto - o que nos rendeu uma música a mais no setlist convencional - e o tempo inteiro fui surpreendida com uma iluminação de tirar o fôlego e provocar ataques em quem sofre de epilepsia.
Quando vi aquele moço de 1,93m na minha frente performando só consegui pensar no quanto de influência ele transmitiu para o Alex Turner enquanto trabalhava com o Arctic Monkeys no disco "AM". Fica evidente o perfil de galã que Josh tem enquanto canta e dança com a guitarra - que não larga por um segundo no palco - e o quanto isso foi imitado por Alex no último disco e turnê dos macacos.
A qualidade sonora - banda, equipamentos, vocal - e os efeitos de palco são uma lição para qualquer banda que está começando e busca qualidade em suas apresentações.
Senti um pouco de falta dos diálogos com o público que são bem breves e resumidos a agradecimentos e brindes com garrafas cheias de álcool. Eu, particularmente, gosto de introduções à músicas e de ouvir ao vivo alguma história rápida.
De qualquer forma, fiquei bastante surpresa com a banda e me tornei ainda mais fã depois de presenciar ao vivo.


Começado o show do Foo Fighters - que mudou totalmente a ordem do setlist dos outros shows - percebi que a platéia já estava um pouco cansada - um problema fácil de acontecer quando coloca duas bandas desse porte juntas - e com o passar das músicas isso foi ficando ainda mais evidente.
O que faltou de discurso e conversas no QOTSA sobrou para a banda de Dave Grohl que conversou e brincou com a platéia com uma frequência talvez até exagerada demais.
Contando histórias sobre como os neozelandeses também eram cheios de energia e chamando fã para o palco, o espetáculo teve quase todos os singles e hits da banda, deixando pouquíssimas canções de sucesso de fora - principalmente canções do Sonic Highways.
Algo que senti da outra vez - e que foi muito mais evidente nesse show - é que as prolongações das músicas - um solo inserido, uma segurada, um refrão a mais - deixa tudo mais longo e exaustivo, além de ouvir palavrões com tanta frequência e piadinhas repetidas torna Grohl o famoso tio do pavê em alguns momentos do show.
Críticas a parte, ainda acho que é o tipo de show que você tem que assistir pelo menos uma vez na vida - principalmente com o público brasileiro - já que momentos como as luzes da platéia acesas em "The Sky Is A Neighborhood" e fotos, camisetas e posteres de bandas e artistas que já se foram balançando no ar enquanto lágrimas escorrem do rosto dos fãs faz com que tudo tenha um sentido muito maior.



Espero vocês no próximo post.
Beijos.

You Might Also Like

0 comentários

Sobre

Larissa Honorato
Apaixonada por música, moda, fotografia e comportamentos sociais. Procuro instigar o questionamento e a curiosidade das pessoas para que sempre se descubram e reconstruam.