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Larissa Honorato

Imagem: Divulgação
Oi gentes, tudo bem?
Se você está se perguntando se eu exclui a publicação anterior e estou escrevendo esta, a resposta é sim e vim aqui justamente para explicar o porquê.
Quando li o post anterior e vi o quanto a série estava mexendo positivamente com as pessoas, eu resolvi apagar. Não pelo fato de que eu não gosto de discordar da maioria, mas porque eu refleti sobre o que aconteceu comigo no meu passado, enquanto lia e via as pessoas falando sobre como a série as ajudou.
Todos nós sofremos com a adolescência, uns mais e outros menos. Acredito que o que acontece com você é extremamente pessoal, assim como aconteceu comigo, mas eu não acho que devemos encarar tudo sozinho e muito menos achar que nós somos culpados ou merecemos algumas situações.
Eu sofri bullying no colégio e tive diversos problemas com auto-estima e boa parte disso era graças as "brincadeirinhas" de alguns colegas. Ainda abordarei o assunto no canal de forma mais profunda e intimista, mas, de qualquer forma, eu gostaria de agradecer - sim, a gente muda de opinião, ainda bem - ao seriado e elenco por levantar temas tão importantes quanto abuso sexual, bullying, suicídio e depressão - que eu já falei sobre aqui.
Eu me arrependi de ter escrito tão futilmente sobre a série criticando pontos como atuação, produção e roteiro. Sim, tudo isso deixa a desejar em algum momento, mas até então eu não tinha notado o tanto que as pessoas se sentiram acolhidas - inclusive eu - pela narrativa.
Imagem: Divulgação
É até um pouco engraçado como nós não nos damos conta do quanto alguma coisa pode te afetar - positiva ou negativamente - até que paramos para prestar atenção, quando nos colocamos no lugar da vítima. Quando acontece conosco.
Resumidamente eu quero pedir para que vocês prestem atenção ao que fazem no dia a dia e como isso pode afetar outra pessoa.
Compartilhar - mesmo que "só com seus amigos" - fotos daquela garota semi-nua/nua te torna tão criminoso quanto quem tirou e espalhou a foto. Assistir a uma cena criminosa - isso vale para aquela piadinha "idiota e inocente" que todo mundo dá risada, menos o alvo da piada - e não fazer nada, te torna tão covarde quanto quem abriu a boca para "zoar".
Passar a mão na bunda, perna, barriga, cabeça ou em qualquer parte do corpo sem autorização te torna nojento, criminoso e asqueroso e se você assiste e não faz absolutamente nada, então você também é.
Novamente, não é só uma brincadeira, não é passável, não é idiotice, não é mimimi. É coisa séria e você precisa ter consciência disso para não se tornar um porquê.
E se vocês quiserem que eu aborde mais profundamente o tema - isso é realmente muito pessoal, mas se isso for ajudar alguém de alguma forma - me peçam e venham conversar comigo, por favor.

abril 10, 2017 No comentários
Foto: Divulgação
Desde que o mundo é mundo existem pessoas que concordam e as que discordam do nosso modo de viver.
Há uma discussão muito forte sobre as gerações Y e Z serem muito solitárias - aliás, uma pergunta em off: a próxima geração será nomeada como já que acabou o alfabeto? - e dependentes de tecnologia.
'Black Mirror' é uma série britânica lançada em 2011 e recentemente comprada pela Netflix em que o foco é basicamente criticar e refletir nosso modo de viver nos dias atuais. O criador da série disse que "se a tecnologia é uma droga - e parece mesmo ser uma - então quais são, precisamente, os efeitos colaterais? Este espaço - entre apreciação e desconforto - é onde 'Black Mirror' está localizada. O 'espelho negro' do título é um que você encontrará em todas as paredes, em todas as mesas, na palma de toda mão: a fria e brilhante tela de uma TV, um monitor ou um smartphone" e isso resume bastante o intuito da obra-prima.
Com três temporadas, a série narra a cada episódio - todos são independentes, ou seja, você pode assistir completamente fora de ordem - uma situação que, à primeira vista, parece extremamente absurda, mas conforme a narrativa acontece, você se questiona se aquilo não poderia acontecer agora, se não estamos chegando perto daquela história nojenta e horrorosa.
Desde reality shows à envolvimento político, o seriado põe nossa mente para questionar absolutamente tudo à nossa volta quase nos fazendo entrar em parafuso - e tudo isso feito de uma maneira polêmica e real, questionando o prazer, bom senso, falta de noção e loucura.


Assim como Nerve, filme que também critica o abuso de redes sociais e tecnologia, colocou toda a Internet para discutir, Black Mirror faz isso a cada episódio liberado.
É engraçado assistir agora com toda essa confusão política mundial porque o primeiro episódio foi feito há cinco anos e parece que estamos cada vez mais perto de algo semelhante acontecer - se você assistiu, concorda comigo? - e isso, para mim, é muito assustador.
Todo mundo fala tanto de 'Black Mirror', porque num mundo de futilidades, letras de músicas vazias, pessoas tristes, e turbilhões de selfies é legal ver algo que realmente abra nossos olhos e nos faça questionar o que estamos fazendo - mesmo que façamos isso tirando foto da televisão com o título da série pra postar no Instagram.

P.S.:Netflix, uma das melhores coisas do mundo, divulgou um vídeo promocional baseando-se em um dos episódios mais doidos da série e vale muito apena assistir, então clique aqui.
P.S. 2: Assistam Nerve porque vale muito à pena - às vezes ele parece que vai se tornar muito 'Sessão da Tarde', mas eu juro que vale a pena. E ah, assistam ao vídeo da Carol Moreira sobre o filme - e se inscrevam no canal dela se vocês gostam de filmes e séries porque sempre rolam dicas incríveis! E fique com o trailer aqui.



Infos: Wikipedia & Netflix
Espero que vocês tenham gostado e quero muito saber o que vocês acham da série então deixem aqui nos comentários ou nas redes sociais. Até o próximo post!

novembro 18, 2016 No comentários
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Olá, sou a Lari e tenho 27 anos - e há mais de quinze anos escrevo algumas coisinhas para internet. Sou formada em Relações Públicas e trabalho com marketing de influência. Adoro consumir cultura e divulgar dicas por aí.

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