Star Wars: Os Últimos Jedi

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Reprodução
Talvez você não saiba, mas durante muito tempo eu dizia que odiava Star Wars mesmo sem ter assistido uma única vez. Meu pai sempre me incentivou a assistir, entretanto meus colegas de sala no ensino fundamental uma vez disseram que aquele filme não pertencia às garotas e por conta dessa atitude peguei um ranço muito fácil do gênero desde muito nova.
Depois de muito tempo resolvi dar uma chance aos filmes que possuem uma sequência nada lógica de nomeação e numeração. 
Eu posso não ter lido os quadrinhos, posso não ser a maior especialista no assunto mas se tem uma coisa que eu detesto - e que eu já fiz muito - é querer separar tudo por grupos. Quem gosta de funk não pode ser inteligente, quem gosta de Barbie não pode ser feminista, quem gosta de princesas não pode ser um mulherão e por aí vai.
Durante as últimas exibições de Star Wars eu me senti muito bem porque por muito tempo minha única imagem de heroína era a Mulan que precisou se fingir de homem para ser respeitada e admirada.
Sei que tem muita gente por aí que discorda disso e honestamente está tudo bem, mas mesmo que a indústria cinematográfica esteja lucrando com essa imagem feminina heroica eu só consigo pensar como seria bacana crescer vendo a Rey como uma referência - porque se é legal agora que eu sou mais velha, ter isso desde nova teria evitado muito constrangimento e como isso abre portas para outros tipos de representatividade.
O filme certamente tem meu roteiro, fotografia, efeito e atores favoritos de toda a saga. Muitas coisas que sempre estiveram em aberto tiveram uma resolução num longa - realmente longo. Foi realmente mágico ver depois de tanto tempo como uma história ainda movimenta drasticamente as bilheterias e como a mesma não tem problema com gênero, cor, idade, crença.
Ao meu ver é um filme quase espiritual que retrata o equilíbrio das coisas - o bem e o mau - de uma forma divertida, cheia de alienígenas e figuras bizarras.
Há muito tempo eu não ia ao cinema e saia tão extasiada quanto saí dessa vez.
Obrigada a todos os envolvidos e fico grata por ter mudado de opinião.

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2 comentários

  1. Estou muito ansiosa para assistir esse filme, porém não sei se vai dar tempo :/
    Espero que não saia de cartaz tão cedo, haha.
    Bom, eu cresci assistindo Barbie ( ainda gosto), porém, quando fui ficando mais velha, Harry Potter entrou na minha vida , assim como as bandas de rock e indie. Mais tarde Game Of Thrones e Star Wars, The Big Bang Theory e por aí vai. Eu , que antes era tão menininha, me tornei uma exímia fangirl do mundo geek. Minha mãe até hoje diz que alguma coisa nos meus cromossomos deu errado, pois não puxei a ninguém daqui de casa haha. Agora eu tenho a sorte de estudar em um colégio federal, com muitas pessoas diferentes, e muitas meninas que, assim como eu gostam de coisas consideradas de menino. Felizmente, também vejo que as pessoas tendem a diminuir essa mania de separar pessoas ( por gostos, pelo menos), e isso é bom.

    Beijão ❤

    letologia.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Espero que a gente viva em um lugar com cada vez menos separação. Eu também A M O Harry Potter. Toda "menininhas" gostando de coisas não tão convencionais (ainda bem).
      Beijão <3
      P.S.: eu amei o seu blog ♥

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Sobre

Larissa Honorato
Apaixonada por música, moda, fotografia e comportamentos sociais. Procuro instigar o questionamento e a curiosidade das pessoas para que sempre se descubram e reconstruam.